
A oposição intensifica a pressão pela abertura da CPMI do Banco Master no Congresso após derrotas do governo. Apesar de possuir as assinaturas necessárias, a investigação enfrenta resistência do Centrão e do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, especialmente após operações da Polícia Federal.
O que é o caso do Banco Master e por que querem investigá-lo?
O caso envolve suspeitas de fraudes financeiras e lobby político. Recentemente, a Polícia Federal realizou buscas contra o senador Ciro Nogueira, suspeito de receber vantagens para favorecer o banqueiro Daniel Vorcaro. Além disso, há investigações sobre o uso de R$ 400 milhões de um fundo de previdência do Amapá em investimentos de alto risco no banco, o que gerou forte preocupação sobre a segurança das aposentadorias de servidores públicos.
Por que a investigação ainda não começou oficialmente?
Embora o pedido de CPI tenha assinaturas suficientes, ele depende da ‘leitura’ em plenário, um ato formal feito pelo presidente do Congresso, Davi Alcolumbre. Até o momento, o processo está paralisado. Parlamentares avaliam reservadamente que existe um esforço para ‘esfriar’ o tema, pois uma investigação profunda poderia atingir líderes influentes de diversos partidos, causando um desgaste político e institucional em cadeia.
Qual é a posição do governo e da oposição sobre a CPI?
A oposição, liderada pelo PL, quer manter o texto original que foca também em tensões com o STF. Já a base governista mudou de estratégia: após derrotas recentes no Legislativo, passou a defender a investigação, mas quer um novo desenho político. O governo prefere pedidos alternativos apresentados pela esquerda, que focam estritamente no sistema financeiro, tentando retirar o protagonismo da direita sobre o assunto.
Como o senador Davi Alcolumbre está envolvido no cenário?
Alcolumbre é peça-chave por controlar a pauta do Congresso, mas seu nome também aparece nas investigações. Um fundo de previdência do Amapá (seu estado) sob influência de seus aliados e de seu irmão, Alberto Alcolumbre, investiu milhões no Banco Master mesmo após alertas de risco. A assessoria do senador nega qualquer irregularidade ou interferência política nas decisões de investimento do fundo.
O calendário eleitoral pode enterrar a CPI do Master?
Sim, este é um fator determinante. Com as eleições de 2026 no horizonte, muitos parlamentares evitam comissões que exijam presença constante em Brasília e dedicação exclusiva. Há um receio generalizado de que a exposição gerada pela CPI cause prejuízos políticos aos partidos do Centrão durante a campanha, o que motiva as lideranças a priorizar pautas de maior apelo popular ou econômico, deixando a investigação em segundo plano.
Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.















