
O encontro entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva, do Brasil, e Donald Trump, dos Estados Unidos, na Casa Branca, na Casa Branca, em Washington, nesta quinta-feira (7), repercutiu em diversos veículos da imprensa internacional, que destacaram a tentativa de normalização das relações bilaterais entre as duas partes após meses de tensões e os temas discutidos no encontro, tarifas, minerais críticos e combate ao crime organizado.
O jornal americano New York Times descreveu o encontro como uma “trégua frágil” entre os líderes das duas maiores nações do Hemisfério Ocidental. O veículo lembrou que Trump publicou nas redes sociais que a reunião desta quinta correu “muito bem” e chamou Lula de “dinâmico”, mas ofereceu poucos detalhes sobre o que foi discutido. O NYT também lembrou que a coletiva de imprensa marcada para ambos os líderes comentarem o encontro não ocorreu.
O NYT destacou que Lula ficou cerca de três horas na Casa Branca e, em seguida, fez uma coletiva na Embaixada brasileira em Washington. O veículo lembrou que a relação entre os dois países foi marcada nos últimos meses por momentos de atrito significativos.
O Wall Street Journal classificou o encontro como uma “tentativa de Lula de impedir que Trump apoie abertamente a oposição de direita nas eleições brasileiras de outubro”. O WSJ destacou que os dois líderes discutiram tarifas, minerais críticos e combate ao narcotráfico, e que o almoço ocorrido na Casa Branca incluiu filé de boi grelhado e pêssegos caramelizados. O jornal destacou que, ao contrário do que estava previsto, a reunião começou a portas fechadas e os jornalistas não foram convidados a ver os dois presidentes juntos.
O veículo também apontou que a possível designação pelo governo americano das facções brasileiras Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas preocupa Brasília.
A emissora britânica BBC destacou que os dois líderes não apareceram juntos diante da imprensa, como esperado A emissora lembrou que ministros brasileiros classificaram o encontro de três horas como “muito positivo e produtivo” e que representantes dos dois países se reunirão nas próximas semanas para discutir o fim das tarifas americanas sobre produtos brasileiros.
O jornal francês Le Monde ressaltou o contraste entre as divergências ideológicas dos dois líderes – especialmente sobre a guerra no Irã – e a “certa química” pessoal que ambos admitem ter. O jornal disse que Lula saiu satisfeito do encontro e fez questão de comentar o humor de Trump.
O jornal espanhol El País detalhou a agenda econômica do encontro, destacando que o Brasil está sob escrutínio do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) por práticas relacionadas ao Pix, que Washington considera prejudicial às empresas americanas Visa e Mastercard.
A agência francesa AFP, em matéria publicada pelo jornal argentino La Nación, destacou que Lula busca afastar nuvens sobre a relação com Washington em plena campanha de reeleição. A agência ressaltou que os dois líderes, apesar das diferenças ideológicas, compartilham um estilo político “direto e personalista”.
O jornal argentino Clarín informou que Lula afirmou que Trump lhe disse, durante a reunião, que não planeja invadir Cuba. O veículo também destacou que a agenda do encontro desta quinta foi marcada por forte componente econômico, incluindo as investigações americanas sobre o uso do Pix e a cooperação em minerais críticos.















