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ONU pede libertação de militante brasileiro preso em Israel

O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) divulgou nesta quarta-feira (6) um comunicado no qual pediu a libertação dos militantes Thiago Ávila (que é brasileiro) e Saif Abukeshek (palestino-espanhol), que participavam de uma flotilha de ativistas que foi interceptada por Israel na semana passada.

Os dois ativistas faziam parte de um grupo de 175 ativistas que foram presos em águas internacionais enquanto participavam da Flotilha Global Sumud, que levava ajuda humanitária à Faixa de Gaza.

Um oficial das forças de Israel orientou que os ativistas entregassem a ajuda em outro local, alegando que há um bloqueio naval na região do enclave palestino, mas parte da flotilha seguiu viagem e foi interceptada.

“Israel deve libertar imediata e incondicionalmente Saif Abukeshek e Thiago Ávila, membros da Flotilha Global Sumud, que foram detidos em águas internacionais e levados para Israel, onde permanecem detidos sem acusação formal”, afirmou o ACNUDH.

“Não é crime demonstrar solidariedade e tentar levar ajuda humanitária à população palestina em Gaza, que necessita urgentemente dela”, acrescentou o órgão da ONU, que afirmou que “relatos perturbadores de maus-tratos severos infligidos a Abukeshek e Ávila devem ser investigados, e os responsáveis ​​devem ser levados à Justiça”.

Segundo informações da agência Reuters, o Ministério das Relações Exteriores de Israel afirmou que Abukeshek e Ávila têm ligações com o grupo terrorista Hamas.

A pasta afirmou que a flotilha “é mais uma provocação destinada a desviar a atenção da recusa do Hamas em desarmar-se” e chamou de “falsas e infundadas” as alegações de tortura feitas pelos dois ativistas.

“Após a obstrução física violenta por parte de Saif Abukeshek e Thiago Ávila contra funcionários israelenses, os funcionários foram obrigados a agir para impedir essas ações. Todas as medidas tomadas estiveram de acordo com a lei”, disse um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores de Israel.

Segundo informações do jornal The Times of Israel, Israel afirma que Abukeshek e Ávila são filiados à Conferência Popular para os Palestinos no Exterior (PCPA, na sigla em inglês), acusada pelo Departamento do Tesouro dos EUA de “agir clandestinamente” em nome do Hamas.

Segundo uma das advogadas dos dois ativistas, Hadeel Abu Salih, ambos negam vínculos com o Hamas. Na terça-feira (5), a Justiça israelense prorrogou a prisão de Ávila e Abukeshek por mais seis dias.

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