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Com medo de ser deposto ou morto, Putin reforça segurança

Um relatório de uma agência de inteligência europeia, obtido pela emissora americana CNN, apontou que o ditador da Rússia, Vladimir Putin, aumentou drasticamente sua segurança pessoal e de assessores, devido a temores de um golpe de Estado e/ou de que o líder russo e pessoas próximas dele sejam assassinados.

A reportagem, publicada nesta segunda-feira (4), é divulgada em um momento em que fortes ataques da Ucrânia, as mortes de lideranças russas (como a do tenente-general Fanil Sarvarov, assassinado em Moscou em dezembro, em um provável ataque ucraniano) e a retração econômica russa nos primeiros meses de 2026 elevam a pressão sobre Putin.

Segundo o relatório, o Kremlin instalou sistemas de vigilância nas casas dos assessores mais próximos do ditador; cozinheiros, guarda-costas e fotógrafos que trabalham com Putin foram proibidos de usar transporte público; pessoas que visitam o líder russo estão sendo submetidas a duas revistas; e assessores que trabalham próximos dele agora só podem usar telefones sem acesso à internet.

O relatório afirmou também que o número de locais que Putin visita regularmente foi reduzido: o ditador e sua família, por exemplo, deixaram de ir a residências habituais na região de Moscou e a Valdai, a propriedade de verão isolada do presidente, localizada entre São Petersburgo e a capital russa.

De acordo com a reportagem, a investigação também apontou que Putin não visitou nenhuma instalação militar este ano (o que tem feito o Kremlin divulgar imagens pré-gravadas de visitas a estes locais, para dar a impressão de que não houve mudanças) e está ficando semanas em bunkers reforçados, principalmente em Krasnodar, na região do Mar Negro.

Em abril, o líder do Partido Comunista da Rússia, Gennady Zyuganov, disse durante uma sessão da Duma, a câmara baixa do Parlamento russo, que poderá ocorrer uma revolução no país caso não sejam tomadas medidas para reverter a crise econômica russa.

Após três anos de crescimento, o PIB da Rússia teve retração de 1,8% nos dois primeiros meses de 2026, mas a alta dos preços do petróleo e do gás devido à guerra no Irã, aliada ao alívio das sanções americanas, deu fôlego à economia russa. O Fundo Monetário Internacional (FMI) revisou sua projeção de crescimento do PIB russo este ano, de 0,8% para 1,1%.

Apesar dos preços em alta, o setor petroleiro da Rússia enfrenta dificuldades devido à guerra na Ucrânia: uma reportagem de março da agência Reuters relatou que 40% da capacidade de exportação de petróleo russo foi paralisada devido a ataques ucranianos à sua infraestrutura do setor e à apreensão de petroleiros.

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