
O Reino Unido reduziu seus investimentos militares em 2% em 2025, caindo para o sexto lugar no ranking global. A decisão ocorre em um momento de crescente pressão da Argentina pelas Ilhas Malvinas e gera alertas sobre a capacidade da Marinha britânica perante novos desafios geopolíticos.
Qual é a situação atual dos investimentos militares britânicos?
Em 2025, o Reino Unido seguiu um caminho oposto ao de seus aliados da Otan, como Alemanha e Polônia, que elevaram significativamente seus orçamentos. Enquanto os gastos britânicos recuaram 2%, totalizando US$ 89 bilhões, países como a China e a Rússia continuam expandindo suas capacidades militares, o que levanta dúvidas sobre a prioridade dada pelo governo de Keir Starmer à segurança nacional.
Como está a disputa pelas Malvinas com o governo de Javier Milei?
A tensão subiu após notícias de que os EUA poderiam retirar o apoio diplomático ao Reino Unido sobre territórios ultramarinos. Embora Milei defenda uma solução pacífica, sua vice, Victoria Villarruel, endureceu o discurso, afirmando que os habitantes das ilhas são ingleses vivendo em solo argentino. No entanto, a disparidade militar é imensa: Londres gasta 23 vezes mais que Buenos Aires em defesa.
A Marinha Real Britânica ainda é uma das maiores do mundo?
Historicamente dominante, a Marinha britânica tem perdido espaço. Dados recentes mostram que ela foi superada pela Força de Autodefesa do Japão em número de navios, efetivo e aeronaves. Enquanto os japoneses possuem 46 escoltas (fragatas e contratorpedeiros), os britânicos contam com apenas 14 em serviço, refletindo anos de cortes orçamentários e problemas no desenvolvimento de novos equipamentos.
Existem falhas graves nos equipamentos atuais do Reino Unido?
Sim. Um exemplo notório é o blindado Ajax, desenvolvido para a infantaria, que apresentou problemas severos de trepidação. Em testes, o nível de vibração era tão alto que os soldados ficavam tontos e não conseguiam desembarcar. Além disso, o alto custo dos caças americanos F-35 tem limitado a quantidade de aeronaves que o país consegue comprar para sua frota.
Qual o papel de Donald Trump nessa dinâmica de defesa?
Analistas indicam que a postura de Trump em relação às Malvinas pode ser um ‘blefe’ para forçar o Reino Unido a apoiar incondicionalmente as operações militares dos EUA, especialmente no Oriente Médio. O governo britânico sempre confiou em sua ‘relação especial’ com Washington para garantir segurança sem sobrecarregar o orçamento, mas essa estratégia está sendo testada pelo atual cenário político americano.
Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.
















