Mato Grosso do Sul avançou nesta semana em uma frente considerada estratégica para a descarbonização da logística ao discutir a ampliação do uso de Gás Natural Veicular em frotas pesadas. Em Campo Grande, um encontro reuniu representantes do poder público, da infraestrutura energética e da indústria automotiva para tratar do tema, com foco no transporte de carga e na redução de emissões no setor.
A articulação foi promovida pela Scania P. B. Lopes, com apoio da MSGÁS, e colocou na mesma mesa governo estadual, empresas e representantes ligados ao transporte. O debate girou em torno da adoção de combustíveis mais limpos como alternativa ao diesel, num momento em que o Estado tenta vincular crescimento logístico a metas ambientais.
Segundo as informações divulgadas, o uso de caminhões movidos a GNV é apontado como uma medida de impacto mais imediato para reduzir a pegada de carbono no transporte pesado e diminuir a dependência de uma única matriz energética. O material apresentado cita redução de até 20% nas emissões de dióxido de carbono por quilômetro rodado, além de queda de 90% na emissão de material particulado e de óxidos de nitrogênio, o que praticamente elimina a chamada fumaça preta.
Um dos pontos centrais da discussão foi a possibilidade de, no futuro, migrar do gás natural para o biometano sem necessidade de troca de equipamento ou custos extras de adaptação. De acordo com o texto base, essa característica é vista como um fator de segurança para investidores e empresas de transporte, porque prepara a frota para uma matriz de origem renovável com potencial de reduzir em até 90% as emissões na comparação com o diesel.
O avanço dessa agenda conversa diretamente com a meta anunciada pelo governo estadual de tornar Mato Grosso do Sul carbono neutro até 2030. Na prática, a substituição gradual de combustíveis em frotas pesadas atinge um ponto sensível para indústrias e agronegócio, o chamado Escopo 3, ligado ao transporte e à logística.
Participaram do encontro o governador Eduardo Corrêa Riedel, a presidente da MSGÁS, Cristiane Alkmin J. Schmidt, o diretor de desenvolvimento de negócios e operações comerciais da Scania Brasil, Marcelo Gallão, além dos diretores da Rede P. B. Lopes, Daniela e José Henrique de Souza Gomes, e representantes da indústria e do setor de transporte.
A movimentação também reforça a tentativa de ampliar a capilaridade da rede de gás natural em Mato Grosso do Sul. Com base no conteúdo divulgado, o Estado busca associar a força do agronegócio à adoção de matrizes mais limpas no transporte, numa estratégia que mira novos investimentos e uma logística com menor impacto ambiental.















