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Feminicídios Atingem Marca Alarmante em Ms: Capital Aderi ao Levante Mulheres Vivas

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O estado de Mato Grosso do Sul enfrenta uma crise alarmante com o crescente número de feminicídios registrados em 2025. Diante desse cenário sombrio, a capital, Campo Grande, uniu-se ao movimento nacional “Levante Mulheres Vivas”, uma iniciativa que busca dar visibilidade à violência contra a mulher e exigir medidas urgentes para combatê-la. A mobilização, que ocorreu em todo o país, visa pressionar por políticas públicas eficazes e pela responsabilização das plataformas digitais no combate à misoginia e ao discurso de ódio online.

Levante Mulheres Vivas: Uma Ação Nacional Contra o Feminicídio

A Adesão de Campo Grande e Paranaíba

O “Levante Mulheres Vivas” mobilizou diversas cidades brasileiras, com Mato Grosso do Sul marcando presença através de manifestações em Campo Grande e Paranaíba. O ato em Campo Grande aconteceu na esquina da Rua 14 de Julho com a Avenida Afonso Pena, enquanto em Paranaíba a concentração ocorreu na Feira da Praça da República. O movimento, aberto a toda a sociedade civil, busca unir forças para exigir o fim da violência contra a mulher e a responsabilização de todos os agentes envolvidos.

Responsabilização das Plataformas Digitais

Um dos principais focos do “Levante Mulheres Vivas” é a responsabilização das plataformas digitais no combate à misoginia, ao assédio e a outras formas de violência online. O movimento destaca que o crescimento das redes sociais tem sido acompanhado por um aumento nos casos de violência contra a mulher, que muitas vezes se iniciam no ambiente virtual e se estendem para o mundo real. A articulação do movimento é descrita como “coletiva, horizontal e suprapartidária”, ou seja, está acima da bandeira de qualquer partido e precisa do apoio da população em geral. Do Núcleo Campo Grande, fazem parte coletivos feministas campo-grandenses e também de Aquidauana.

A Pauta Nacional do Levante Mulheres Vivas

A “Pauta Nacional – Levante Mulheres Vivas” propõe uma série de medidas para combater a violência contra a mulher e responsabilizar as plataformas digitais. Entre as principais reivindicações, destacam-se:

Legislação específica: Criação de leis que responsabilizem as plataformas digitais por conteúdos de ódio, misoginia e incitação à violência contra a mulher.
Remoção rápida de conteúdos: Exigência de que as plataformas removam conteúdos violentos, misóginos, persecutórios, “deepfakes” e vazamentos de imagens íntimas em até 24 horas.
Transparência algorítmica: Auditorias independentes para verificar como as plataformas amplificam conteúdos de ódio, violência e assédio.
Moderação humana especializada: Criação de equipes treinadas em gênero, direitos humanos e enfrentamento à misoginia digital para moderar o conteúdo das plataformas.
Canais públicos integrados de denúncia: Articulação entre Ministério Público, Defensoria, Delegacias da Mulher e plataformas digitais para facilitar a denúncia de casos de violência online.
Proteção especial para mulheres em maior exposição: Medidas para proteger mulheres vítimas de violência política, comunicadoras, jornalistas, artistas, defensoras de direitos humanos e lideranças comunitárias.
Campanhas permanentes de educação digital: Iniciativas para conscientizar a população sobre a prevenção à misoginia, o combate à desinformação e o uso responsável das redes sociais.

Urgência no Fortalecimento da Rede de Proteção às Mulheres

Medidas Necessárias para a Proteção Integral

Além da responsabilização das plataformas digitais, o “Levante Mulheres Vivas” destaca a importância de fortalecer a rede de proteção às mulheres, com medidas como:

Delegacias da Mulher 24 horas: Ampliação do horário de funcionamento das Delegacias da Mulher e instalação das Casas da Mulher Brasileira em capitais e municípios com mais de 100 mil habitantes.
Ampliação de casas-abrigo: Criação de mais casas-abrigo para acolher mulheres e filhos em risco, além de centros de referência com equipe completa e atendimento jurídico gratuito e contínuo.
Resposta rápida no sistema de justiça: Agilidade na instauração de inquéritos, emissão de medidas protetivas, prioridade processual e investigação de omissões institucionais.
Autonomia econômica emergencial: Oferecimento de benefícios temporários, inclusão prioritária em programas sociais e apoio para reinserção no trabalho para mulheres que precisam deixar suas casas para fugir da violência.
Proteção integral de filhas e filhos: Prioridade em vagas de creche e escola, atendimento psicológico e afastamento seguro do agressor para filhos de mulheres em situação de violência.
Paridade feminina obrigatória: Implementação da paridade feminina em cargos de decisão no poder público, Judiciário, Ministério Público, Defensoria e Delegacias da Mulher.
Cumprimento integral da lei orçamentária: Execução plena e transparente dos recursos já previstos para políticas de enfrentamento à violência contra as mulheres, com penalidades para quem descumprir essas obrigações.

Conclusão

O crescente número de feminicídios em Mato Grosso do Sul demonstra a urgência de ações efetivas para combater a violência contra a mulher. O “Levante Mulheres Vivas” representa um importante passo nessa direção, unindo forças da sociedade civil para exigir políticas públicas eficazes e a responsabilização de todos os agentes envolvidos. É fundamental que as autoridades e a sociedade como um todo se unam para garantir a segurança e a proteção das mulheres, construindo um futuro livre de violência e desigualdade.

FAQ

1. O que é o “Levante Mulheres Vivas”?
O “Levante Mulheres Vivas” é um movimento nacional que busca dar visibilidade à violência contra a mulher e exigir medidas urgentes para combatê-la, incluindo a responsabilização das plataformas digitais no combate à misoginia e ao discurso de ódio online.

2. Quais são as principais reivindicações do movimento?
Entre as principais reivindicações estão a criação de legislação específica para responsabilizar as plataformas digitais, a remoção rápida de conteúdos violentos, a transparência algorítmica, a moderação humana especializada e o fortalecimento da rede de proteção às mulheres.

3. Como posso participar do movimento?
O “Levante Mulheres Vivas” é aberto a toda a sociedade civil. Você pode participar das manifestações, divulgar informações sobre o movimento nas redes sociais, pressionar as autoridades por políticas públicas eficazes e apoiar organizações que atuam na defesa dos direitos das mulheres.

Se você se sente inspirado a contribuir para um futuro mais seguro para as mulheres, considere se juntar a organizações locais que combatem a violência de gênero e oferecem apoio às vítimas. Sua participação faz a diferença!

Fonte: https://correiodoestado.com.br

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