O instituto Gerp divulgou nesta quarta-feira (24) uma nova pesquisa de intenções de voto para presidente da República nas eleições de 2026. No cenário estimulado de primeiro turno, Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) estão empatados dentro da margem de erro de 2,19 pontos percentuais para mais ou para menos.
O petista lidera numericamente, com 3 pontos percentuais à frente de Flávio. Na simulação de segundo turno entre os dois, há uma inversão, com Flávio liderando numericamente.
A diferença de 2 pontos percentuais, porém, configura um empate técnico. Há empate dentro da margem de erro também nos cenários de Lula contra Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo).
O instituto ainda perguntou para os entrevistados em quem não votariam de jeito nenhum. Lula é o mais citado, seguido de Flávio Bolsonaro.
Pesquisa para presidente da República em 2026
Sondagem eleitoral da Gerp fez um cenário espontâneo (quando não são apresentados os nomes dos pré-candidatos previamente) e um cenário estimulado (quando são mostrados os nomes para escolha do eleitor).
Lula e Flávio Bolsonaro empatam tecnicamente na pesquisa espontânea
- Lula (PT): 31%
- Flávio Bolsonaro (PL): 29%
- Ronaldo Caiado (PSD): 3%
- Renan Santos (Missão): 2%
- Romeu Zema (Novo): 2%
- Joaquim Barbosa (DC): 1%
- Augusto Cury (Avante): 0%
- Cabo Daciolo (Mobiliza): 0%
- Edmilson Costa (PCB): 0%
- Outros: 1%
- Não sabe: 31%
No cenário estimulado, Lula e Flávio também estão empatados tecnicamente
- Lula (PT): 37%
- Flávio Bolsonaro (PL): 34%
- Ronaldo Caiado (PSD): 4%
- Renan Santos (Missão): 3%
- Romeu Zema (Novo): 3%
- Joaquim Barbosa (DC): 1%
- Cabo Daciolo (Mobiliza): 1%
- Augusto Cury (Avante): 1%
- Samara Martins (UP): 1%
- Rui Costa Pimenta (PCO): 0%
- Nenhum deles: 6%
- Não sabe: 11%
Pesquisa para segundo turno para presidente da República em 2026
A Gerp simulou três cenários de segundo turno na pesquisa eleitoral, todos com a presença de Lula.
Flávio Bolsonaro x Lula
- Flávio Bolsonaro (PL): 42%
- Lula (PT): 40%
- Nenhum deles: 14,8%
- Não sabe/não respondeu: 3,5%
Lula x Ronaldo Caiado
- Lula (PT): 39%
- Ronaldo Caiado (PSD): 38%
- Nenhum deles: 18,6%
- Não sabe/não respondeu: 4,5%
Lula x Romeu Zema
- Lula (PT): 39%
- Romeu Zema (Novo): 36%
- Nenhum deles: 21,4%
- Não sabe/não respondeu: 4,3%
Rejeição para presidente da República em 2026
A Gerp quis saber dos entrevistados em quais dos pré-candidatos apresentados eles não votariam de jeito nenhum para presidente da República.
- Lula (PT): 47%
- Flávio Bolsonaro (PL): 44%
- Romeu Zema (Novo): 9%
- Cabo Daciolo (Mobiliza): 8%
- Samara Martins (UP): 7%
- Ronaldo Caiado (PSD): 7%
- Renan Santos (Missão): 7%
- Rui Costa Pimenta (PCO): 7%
- Augusto Cury (Avante): 6%
- Joaquim Barbosa (DC): 6%
- Edmilson Costa (PCB): 6%
- Hertz Dias (PSTU): 6%
- Votaria em qualquer um: 1%
- Nenhum deles: 2%
- Não sabe: 5%
Metodologia da pesquisa eleitoral: A Gerp ouviu 2.000 pessoas entre os dias 15 e 20 de junho de 2026. A margem de erro é de 2,19 pontos percentuais, para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95,55%. A pesquisa foi contratada pela própria Gerp Mercadologia Ltda. Registro no TSE nº BR-09657/2026.
Por que a Gazeta do Povo publica pesquisas eleitorais
A Gazeta do Povo publica há anos todas as pesquisas de intenção de voto realizadas pelos principais institutos de opinião pública do país. As pesquisas de intenção de voto fazem uma leitura de momento, com base em amostras representativas da população.
Métodos de entrevistas, composição e número da amostra e até mesmo a forma como uma pergunta é feita são fatores que podem influenciar no resultado. Por isso é importante ficar atento às informações de metodologias, encontradas no fim das matérias da Gazeta do Povo sobre pesquisas eleitorais.
Pesquisas publicadas nas eleições de 2022, por exemplo, apontaram discrepâncias relevantes em relação ao resultado apresentado na urna. Feitos esses apontamentos, a Gazeta do Povo considera que as pesquisas eleitorais, longe de serem uma previsão do resultado das eleições, são uma ferramenta de informação à disposição do leitor, já que os resultados divulgados têm potencial de influenciar decisões de partidos, de lideranças políticas e até mesmo os humores do mercado financeiro.

















