
No escândalo que envolve o Banco Master, uma mensagem de WhatsApp resume em poucas palavras a profunda conexão entre o esquema fraudulento e o petismo.
“Você, mais do que ninguém, sabe de minha história e faz parte disso!!”
A frase foi enviada por Augusto Lima, sócio de Daniel Vorcaro, diretamente ao senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo Lula no Senado. Na prática, um atestado de cumplicidade, um lembrete de que o destinatário conhece os bastidores como ninguém e, por isso, está irremediavelmente ligado ao destino do esquema.
Jaques Wagner e Master: unidos pelo cartão de crédito consignado
Que história é essa da qual Wagner faz parte e conhece como ninguém? Todos os indícios apontam para o Credcesta, o cartão de crédito consignado que une Wagner e Lima, e que foi criado durante governos petistas na Bahia. Augusto Lima estruturou o negócio, chancelado por Wagner, e que garantiu 15 anos de monopólio em cartão de crédito consignado, com desconto de até 30% em folha de servidores e aposentados.
Os juros chegavam a 6% ao mês, e quando servidores reclamaram, um decreto do então governador Rui Costa, também do PT, impediu a portabilidade para condições melhores, aprisionando cerca de 250 mil servidores ao sistema.
O que era uma operação local, baiana, transformou-se no motor financeiro para catapultar os negócios do Banco Master em 24 estados e dezenas de municípios. A mensagem de Augusto Lima a Jaques Wagner deixa pouca margem para interpretações neutras. Ela expõe que o senador não era um mero espectador, mas alguém que “sabia da história” como ninguém, desde o nascimento do Credcesta no governo Rui Costa (PT), do qual Wagner era secretário.
Esquema gestado e protegido nos governos do PT
A Polícia Federal investiga se, em troca de vantagens, como ingressos para shows internacionais, empréstimos generosos a parentes, viagens em jatinhos e suposta propina de apartamento de R$ 2,4 milhões, Wagner teria atuado em pautas de interesse do banco no Senado, incluindo emendas sobre consignados, Fundo Garantidor de Créditos (FGC) e a tentativa de venda ao BRB.
A frase “você, mais do que ninguém, sabe de minha história e faz parte disso!!” não é apenas uma cobrança de lealdade pessoal. É cobrança política. E, mais do que isso, é o teste de paternidade do esquema do Master que a esquerda prefere esconder. Um esquema que não foi encontrado pronto, mas foi gestado e protegido em governos petistas na Bahia e ampliado para todo o país. Os brasileiros, mais do que ninguém, agora também sabem dessa verdade.
















