
A Suprema Corte do Alabama autorizou a alteração do mapa eleitoral do estado, abrindo caminho para que os republicanos conquistem uma nova cadeira no Congresso para as eleições de meio de mandato (midterms, em inglês), que acontecem em novembro.
Os juízes da Corte reverteram, por maioria, uma decisão inferior que havia impedido as autoridades do Alabama de implementar um mapa eleitoral que transferia o controle de um distrito da Câmara dos Representantes dos EUA, atualmente ocupado por um congressista democrata, para os republicanos. No desenho anterior, a delegação do estado no Congresso era composta por sete membros, dividida entre cinco republicanos e dois democratas.
O tribunal inferior argumentou que o plano “discriminava intencionalmente” os eleitores afro-americanos ao definir os limites desses distritos para a Câmara dos Representantes três anos antes. Por sua vez, no pedido à Suprema Corte, os republicanos argumentaram que os eleitores enfrentariam “danos irreparáveis” se o estado fosse obrigado a usar um mapa aprovado pelo tribunal inferior em vez do proposto por eles.
No entendimento não assinado desta terça-feira, a Suprema Corte escreveu que o tribunal inferior “interferiu nos esforços em curso do Alabama para realizar suas iminentes eleições para o Congresso em 2026, de acordo com mapas eleitorais escolhidos por seus representantes eleitos. Sua visão de que realizar as eleições de acordo com mapas impostos pelo tribunal seria mais conveniente para o Estado não era uma justificativa válida para essa intervenção”.
Com a decisão, os republicanos ampliam sua vantagem na disputa judicial com os democratas pelos distritos estaduais nos EUA antes das eleições que vão definir uma nova ordem na Câmara em novembro.
A estratégia de redesenhar os mapas eleitorais se intensificou nos meses que antecedem as eleições de novembro, embora normalmente sejam redesenhados a cada dez anos, coincidindo com o censo, previsto para 2030.
Nas eleições de meio de mandato, em 3 de novembro, todas as 435 cadeiras da Câmara dos Representantes e um terço das cadeiras do Senado estarão em disputa.














