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Renan Santos vê favor a Lula em novas tarifas de Trump ao Brasil

O pré-candidato à Presidência da República pelo Missão, partido fundado pelo Movimento Brasil Livre (MBL), viu um “favor” ao presidente Lula no anúncio desta segunda-feira sobre possíveis novas tarifas de 25% dos EUA para o Brasil. De acordo com ele, o país debate o tema da política internacional apenas com “ideologia”, sem pragmatismo.

“Eu acho que o Donald Trump, toda semana, tenta ajudar um amigo dele aqui no Brasil. Semana passada ajudou o Flávio, essa semana está ajudando o Lula”, declarou Renan Santos no programa Morning Show, da Jovem Pan.

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Ao se referir a um possível favorecimento, Renan aponta para o fortalecimento do discurso da soberania nacional, em especial a partir do ataque a um “patrimônio” do país: o Pix.

Entre os alvos da Seção 301, a transação é citada especificamente como um fator que prejudicaria empresas americanas. Representantes do governo já se manifestaram publicamente em defesa do Pix — um discurso mais “fácil de entender” do que o de uma soberania abstrata.

Além da nota oficial do governo, que cita o Pix como um “patrimônio”, o vice-presidente Geraldo Alckmin, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, e o líder do governo na Câmara, Lindbergh Farias, fizeram declarações públicas em defesa da ferramenta.

Pix “veio para ficar”

O Pix é nosso e veio para ficar é martelado no discurso dos representantes mais ideológicos do governo Lula, em busca dos dividendos eleitorais que a defesa da popular transação bancária pode render. Flávio Bolsonaro afirmou ter pedido expressamente que Trump poupasse as empresas brasileiras de novas tarifas.

Segundo Renan Santos, o país deveria abandonar tanto o que vê como “antiamericanismo” petista quanto o “alinhamento automático” aos interesses de Washington da direita, adotando uma postura baseada exclusivamente nos interesses nacionais.

“A real é que nós não podemos ter ideologia para lidar com os Estados Unidos, nem para um lado nem para o outro. Temos que ser pragmáticos. O Brasil precisa negociar de igual para igual, defendendo aquilo que é melhor para os brasileiros”, concluiu.

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