
O brasileiro Thiago Ávila, ativista radical pró-palestina, foi detido pela Marinha de Israel e levado para o território israelense quando integrava uma flotilha rumo a Gaza.
O caso ocorreu na quinta-feira (30), mas só agora alguns detalhes vieram à tona.
Ávila e o palestino-espanhol Saif Abukeshek foram conduzidos para serem interrogados pelas autoridades policiais israelenses, após a abordagem da Marinha à Flotilha Global Sumud.
Segundo a EFE, militares israelenses interceptaram a flotilha ainda em águas internacionais, nas proximidades da Grécia. Ao todo, o grupo tinha 58 barcos com o objetivo declarado de levar “ajuda humanitária” a Gaza.
Vinte e dois barcos foram abordados e inutilizados e cerca de 175 ativistas foram detidos em um navio militar israelense e liberados na ilha grega de Creta. Ávila e Abukeshek foram os únicos a não receberem a liberação imediata.
Horas depois, doze ativistas pró-palestinos que seguiam na flotilha e estavam à deriva no Mediterrâneo foram resgatados pela ONG Open Arms.
Ávila já havia participado de iniciativas semelhantes rumo a Gaza ao lado da também ativista Greta Thunberg. Desta vez, Greta não se juntou à flotilha.
Brasil fala em “sequestro”
Nesta sexta, os governos do Brasil e da Espanha emitiram uma nota em que classificam o caso como “sequestro” e criticam a atuação de Israel.
“Os governos do Brasil e da Espanha condenam, nos termos mais enérgicos, o sequestro de dois de seus cidadãos em águas internacionais por parte do Governo de Israel”, diz a nota, que acrescenta: “Ambos encontravam-se em embarcações da flotilha Global Sumud, abordadas por forças israelenses na altura da Grécia, e não foram liberados quando da interceptação dessas naves, e posterior desembarque dos passageiros e tripulantes na ilha de Creta”.
Ao todo, o grupo tem quatro brasileiros: além de Ávila, participaram da flotilha Amanda Coelho Marzall, Leandro Lanfredi de Andrade e Thainara Rogério.















