
O governo americano anunciou nesta sexta-feira (1º) a aplicação de sanções contra três empresas de câmbio iranianas. O objetivo, segundo o governo, é atingir diretamente o sistema financeiro de Teerã. A medida foi divulgada no mesmo dia que a agência estatal iraniana IRNA informou que o país havia enviado uma nova proposta de negociações aos EUA na quinta-feira (30).
Segundo a imprensa americana, a proposta não agradou ao presidente Donald Trump. Em declaração posterior, ele afirmou não estar confiante de que o governo iraniano cumprirá as exigências estabelecidas nas negociações entre os dois países. Ainda assim, Trump reiterou que prefere uma solução diplomática para encerrar o conflito.
“Eles estão pedindo coisas que não podemos aceitar. No momento, estamos fazendo tudo no campo da negociação, inclusive por telefone”, declarou o presidente, ao comentar a oferta apresentada por Teerã.
Trump publica imagem provocativa sobre Estreito de Ormuz
Um dos principais pontos de tensão entre Estados Unidos e Irã permanece sendo o Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa cerca de 20% do petróleo comercializado no mundo. Trump tem pressionado pela reabertura total da passagem, fundamental para o transporte de navios petroleiros.
Na quarta-feira (29), o presidente compartilhou na rede social Truth Social uma imagem provocativa da região, rotulada como “Estreito de Trump”. Apesar da sugestão de controle americano, o bloqueio parcial da via continua sendo mantido pelo regime iraniano, segundo autoridades internacionais.
Pesquisa aponta rejeição dos americanos à guerra contra o Irã
Uma pesquisa divulgada pelo The Washington Post revela que 61% dos americanos consideram um erro as ações militares conduzidas por Estados Unidos e Israel contra o Irã. Menos de 20% acreditam que a operação foi bem-sucedida. Para 39%, a ofensiva não teve sucesso, enquanto 41% afirmam ser cedo demais para avaliar seus resultados.
Apesar da desaprovação, o apoio ao presidente permanece elevado entre republicanos: 79% avaliam que Trump tomou a decisão correta, percentual que diminui entre eleitores independentes com inclinação republicana. Os índices de rejeição ao conflito se aproximam dos registrados durante as guerras do Iraque e do Vietnã.
O levantamento também evidencia forte preocupação com os efeitos colaterais da guerra. Para 61% dos entrevistados, o conflito aumenta o risco de ataques terroristas contra americanos, e 56% avaliam que ele prejudica as relações dos EUA com aliados internacionais, que não teriam sido consultados antes do início das operações militares.















