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Jovens são acusados de planejar massacre em sinagoga dos EUA

Autoridades dos Estados Unidos acusaram nesta semana uma jovem de 18 anos e um adolescente de 16 anos de terem participado de um suposto plano para atacar e realizar um massacre uma sinagoga localizada em Houston, no estado do Texas. Segundo investigadores, os dois discutiram ações para realizar o ataque, que teria como objetivo principal atingir múltiplas vítimas.

A sinagoga que seria alvo do ataque era a Beth Israel, uma das mais tradicionais da cidade. Segundo documentos judiciais citados pela imprensa americana, a jovem de 18 anos foi identificada como Angelina Han Hicks, moradora da Carolina do Norte. Ela foi presa sob acusação de conspiração para cometer assassinato e conspiração para realizar ataque com arma letal. As autoridades afirmam que os acusados planejavam matar “o maior número possível de judeus” na sinagoga.

O FBI recebeu a denúncia sobre o planejamento do ataque na terça-feira (21) e iniciou uma operação conjunta com autoridades locais para identificar os envolvidos. Agentes fizeram buscas na residência da suspeita em Lexington, na Carolina do Norte, onde encontraram elementos que, segundo a polícia, indicavam preparação para um ataque em massa. Hicks foi detida no dia seguinte. A fiança dela foi fixada em US$ 10 milhões (R$ 51 milhões, na cotação mais recente), e a sua audiência na Justiça está marcada para maio.

O adolescente de 16 anos não foi identificado por ser menor de idade. Ele foi apreendido na região de Houston e vai responder judicialmente por conspiração para homicídio qualificado. Segundo a polícia local, não há neste momento outras ameaças consideradas críveis contra instituições judaicas da área.

A sinagoga Beth Israel compartilhava o campus com uma escola judaica e decidiu suspender atividades após a descoberta das ameaças. Em comunicado reproduzido pela imprensa americana, representantes da sinagoga agradeceram a rápida atuação das forças de segurança.

Familiares de Hicks contestaram as acusações. O pai da jovem afirmou a veículos locais que tudo não passava de um “jogo de fantasia online” e negou que ela tivesse condições reais de executar o ataque. As autoridades, porém, informaram que a investigação do caso vai continuar e que outros possíveis envolvidos ainda são procurados.

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