A morte da arquiteta Ely Quevedo, 53 anos, que caiu de uma caminhonete em movimento na BR-262, na saída para Cuiabá, em Campo Grande, é investigada pela Polícia Civil, que não descarta a possibilidade de feminicídio. O caso ainda é tratado como inconclusivo e segue sob apuração.
A arquiteta Ely Quevedo, de 53 anos, morreu após cair de uma caminhonete em movimento na BR-262, em Campo Grande. A Polícia Civil investiga o caso, que não descarta feminicídio. O marido, que conduzia o veículo, afirma que ela se jogou do carro. O casal estaria em processo de separação. Câmeras de segurança serão analisadas e o motorista será ouvido na delegacia.
Segundo a delegada Larissa Serpa, da Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher), a ocorrência foi registrada inicialmente como queda de veículo com vítima fatal, o que deu início às diligências no local. “Recebemos a informação de que uma mulher, após queda de um veículo, teria vindo a óbito e, a partir de então, foram iniciadas as diligências para apurar as circunstâncias”, afirmou.
A perícia foi acionada e realiza os levantamentos, enquanto a polícia trabalha com diferentes hipóteses. “No momento, nós não temos ainda a confirmação se esse caso se trata de um caso criminoso ou se foi um acidente ou um suicídio”, explicou a delegada.
A principal versão até agora é a do motorista, marido da vítima, que relatou que a mulher teria se jogado do veículo em movimento. Ainda conforme a investigação, o casal estaria em processo de separação. “A versão dele é de que ela teria, infelizmente, se jogado do veículo em movimento e, de fato, o casal estaria em uma separação”, disse.
Apesar disso, a polícia mantém outras linhas de investigação abertas. “A Polícia Civil trabalha com a hipótese de um suicídio e também com a hipótese de um eventual possível feminicídio”, destacou a delegada.
Imagens de câmeras de segurança próximas ao local já estão sendo levantadas e devem ser analisadas para esclarecer a dinâmica dos fatos. “Nós já estamos levantando todo o entorno e capturando essas imagens, que serão analisadas ainda hoje”, afirmou.
O motorista foi encaminhado à delegacia e será ouvido. Até o momento, não há confirmação de prisão. “A princípio, ele será conduzido para a delegacia e ouvido. Ainda não posso dizer se haverá uma prisão em flagrante ou não”, pontuou.
Sobre eventual histórico de violência doméstica, a delegada disse que a informação ainda está sendo verificada. “A princípio, não, mas essa informação ainda não está confirmada”, completou.
O caso segue em investigação e, até agora, nenhuma das hipóteses foi descartada.



















