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Reajuste de 3,81% acirra tensão entre servidores e governo em Mato Grosso do Sul

RUMORES DÃO CONTA DE ORGANIZAÇÃO DOS SINDICATOS E ASSOCIAÇÕES PARA UMA POSSÍVEL PARALISAÇÃO GERAL!

Campo Grande (MS) — O reajuste salarial de 3,81% aprovado para os servidores públicos estaduais de Mato Grosso do Sul tem gerado forte repercussão negativa entre as categorias. A medida, proposta pelo governador Eduardo Riedel e aprovada pela Assembleia Legislativa, é vista por trabalhadores como insuficiente para recompor as perdas inflacionárias acumuladas.

O aumento, que entra em vigor a partir de abril de 2026, abrange cerca de 86 mil servidores, incluindo ativos, aposentados e pensionistas dos três poderes e órgãos independentes. Apesar de ser apresentado como reposição inflacionária com base no IPCA, sindicatos afirmam que o percentual está abaixo da realidade econômica enfrentada pelos trabalhadores.

Perdas acumuladas aumentam insatisfação

Nos últimos dois anos, a inflação somada gira em torno de 9%, enquanto o reajuste aprovado ficou limitado a 3,81%. Na prática, isso representa uma perda real superior a 5% no poder de compra dos servidores.

Para especialistas, esse cenário gera impacto direto na renda das famílias e na economia local. “Quando o servidor perde poder de compra, o comércio também sente. É um efeito em cadeia”, avalia um economista ouvido pela reportagem.

Assembleia sob pressão

A aprovação do projeto também ampliou críticas ao Legislativo estadual. A maioria dos deputados votou favoravelmente ao reajuste, alinhando-se à proposta do Executivo.

Entre os parlamentares que se posicionaram contra está o deputado João Henrique Catan, que tentou apresentar uma emenda com percentual maior, buscando recompor de forma mais justa as perdas inflacionárias. A proposta, no entanto, foi rejeitada ainda durante a tramitação.

Servidores criticam a postura dos deputados que aprovaram o projeto, alegando falta de sensibilidade com a realidade do funcionalismo público.

Impacto milionário e justificativa do governo

O governo estadual defende que o reajuste respeita os limites fiscais e aponta que a medida terá impacto superior a R$ 353 milhões em 2026, com reflexos nos anos seguintes.

Ainda assim, para os trabalhadores, o argumento não justifica a defasagem salarial. “Não é aumento, é reposição mal feita. O servidor continua perdendo”, afirmou um representante sindical.

Mobilização cresce no estado

Diante do cenário, sindicatos e associações intensificam a mobilização em todo o estado. Assembleias, manifestações e atos públicos já estão sendo organizados, e a possibilidade de paralisações não está descartada.

O clima é de crescente tensão entre servidores e governo, com cobranças também direcionadas aos parlamentares que aprovaram o projeto. A expectativa agora é que novas negociações possam ser abertas para tentar reduzir as perdas acumuladas.

Enquanto isso, milhares de servidores seguem enfrentando a realidade de salários defasados diante de um custo de vida cada vez mais alto.

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