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EUA enfraquecem ameaça iraniana sobre navegação do petróleo

Os Estados Unidos anunciaram neste sábado (21) que a capacidade do Irã de “ameaçar a liberdade de navegação” no Estreito de Ormuz ficou enfraquecida depois de ataques empreendidos pelas Forças Armadas americanas, nesta semana, contra um arsenal subterrâneo na costa da república islâmica. Desde o início da guerra, há três semanas, as tentativas da Guarda Revolucionária iraniana de impedir a passagem de navios cujas cargas possam beneficiar os EUA e Israel reduziram drasticamente o tráfego de cargueiros pelo local, disparando os preços do barril de petróleo Brent para acima de US$ 105.

A instalação iraniana atingida pelos EUA era utilizada para armazenar mísseis de cruzeiro antinavio e outros materiais, conforme explicou, em vídeo publicado nas redes sociais, o almirante Brad Cooper, do Comando Central americano (Centcom) americano.

O ataque, que ocorreu no início da semana, utilizou “várias bombas de 5.000 libras” (aproximadamente 2.300 kg), de acordo com Cooper, identificadas por autoridades como o modelo GBU-72 Advanced 5K Penetrator, projetado para destruir bunkers e estruturas fortificadas.

“O regime iraniano utilizava esta instalação subterrânea reforçada para armazenar discretamente mísseis de cruzeiro antinavio, lançadores móveis e outros equipamentos que representavam um grave risco para a navegação internacional”, detalhou o militar.

Cooper assegurou que, além desse silo subterrâneo, a operação americana neutralizou instalações de “apoio de inteligência e repetidores de radar de mísseis, utilizados para monitorar o movimento de embarcações. Como resultado, a capacidade do Irã de ameaçar a liberdade de navegação no Estreito de Ormuz e em seus arredores foi reduzida”, analisou.

EUA pedem apoio no Estreito de Ormuz

O Estreito de Ormuz é a única passagem marítima entre o Golfo Pérsico e o Oceano Índico, por onde transita 20% das exportações globais de petróleo.

O presidente americano, Donald Trump, instou parceiros da Otan e aliados asiáticos, como Coreia do Sul e Japão – que dependem fortemente do petróleo da região -, a fornecer apoio militar no estreito, mas, até o momento, nenhum país se comprometeu a enviar ativos para a zona.

Cooper afirmou que, desde o início da operação “Fúria Épica” contra o Irã, em 28 de fevereiro, os EUA atingiram mais de 8 mil alvos militares, incluindo 130 embarcações iranianas. “Isso constitui a maior eliminação de uma Marinha durante um período de três semanas desde a Segunda Guerra Mundial”, apontou.

“A marinha deles não está navegando, seus caças táticos não estão voando e eles perderam a capacidade de lançar mísseis e drones no ritmo elevado observado no início do conflito”, completou o militar, reiterando que os EUA possuem completa superioridade aérea sobre o Irã.

Israel ataca instalações de desenvolvimento de mísseis em Teerã

O Exército de Israel realizou outra onda de bombardeios contra instalações de desenvolvimento de mísseis balísticos em Teerã na madrugada de sexta-feira (20) para sábado, segundo comunicado das Forças Armadas israelenses.

Entre as “dezenas” de alvos atingidos está um complexo da Guarda Revolucionária “utilizado para a produção e desenvolvimento de componentes”, uma unidade de produção de mísseis, um complexo do Ministério da Defesa iraniano encarregado da produção de combustível para os projéteis e outro local para a fabricação de peças.

“Durante a noite, a Força Aérea israelense, agindo sob inteligência precisa das Forças de Defesa de Israel (FDI), completou uma incursão aérea em larga escala em Teerã”, informou a nota.

As forças armadas explicaram que os ataques fazem parte da “fase atual da operação”, que busca expandir os danos aos “sistemas centrais e fundamentais” do regime dos aiatolás.

Na manhã deste sábado, o ministro da Defesa israelense, Israel Katz, afirmou que Israel e os Estados Unidos pretendem aumentar “consideravelmente” a intensidade de seus ataques contra a república islâmica na próxima semana. A declaração ocorre depois que Trump disse em redes sociais estar considerando reduzir sua presença militar no Oriente Médio diante dos avanços na consecução de seus objetivos na guerra.

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