A blindagem governista construída na CPMI do INSS em torno de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, começou a ruir nesta quinta-feira (26). Inconformados com a aprovação da quebra de sigilos bancário e fiscal do filho de Lula nesta quinta-feira (26), deputados e senadores da base governista foram até a residência oficial do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), tentar reverter a decisão. Eles alegam fraude na votação da comissão.
Integrantes da oposição ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva que compõem a CPMI conseguiram aprovar a disponibilidade das informações sobre o filho do presidente nesta manhã, em uma sessão tumultuada. O requerimento partiu do deputado Alfredo Gaspar (União-AL).
A votação na comissão acompanha uma decisão semelhante tomada em janeiro pelo ministro do STF André Mendonça. No mês passado, ele já havia acatado um pedido da Polícia Federal (PF) que determinou a quebra de sigilos bancários, fiscais e telemáticos de Lulinha, em inquérito que tramita em sigilo na Corte.
“Contagem foi fraudulenta”, dizem governistas
Os parlamentares governistas alegam que o presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), desconsiderou sete parlamentares presentes, contabilizando apenas outros sete na votação simbólica. Um dos mais exaltados, o deputado Paulo Pimenta (PT-RS) disse, em entrevista coletiva, que a contagem foi “fraudulenta”.
“As imagens são claras, é só ver o vídeo”, disse ele a jornalistas no Congresso Nacional. Viana negou e disse apenas que seguiu o regimento. O presidente da CPMI também acrescentou que seria legítimo aos governistas recorrerem a Alcolumbre.
Uma das parlamentares que compareceu à residência de Alcolumbre foi a senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS). Sua assessoria confirmou à Gazeta do Povo que a comitiva se deslocou à residência oficial logo depois dos trabalhos da CPMI para pressionar pela anulação da quebra de sigilo, mas não deu informações sobre o que foi decidido.
“Sem envolvimento”
Advogados de Lulinha têm dito que ele não tem qualquer envolvimento com o escândalo da farra do INSS e se colocaram à disposição do STF para prestar esclarecimentos. O advogado Guilherme Suguimori Santos, no entanto, afirma que é necessário, antes de qualquer manifestação, ter acesso aos autos.
“Fábio não tem relação com as fraudes do INSS, não participou de fraudes ou desvios e não recebeu valores dessa fonte criminosa”, disse nesta quarta, em nota.


















